LES RÉFUGIÉS OUBLIÉS
mars 22nd, 2009Ou la tragédie des Juifs des pays Arabes
À partir de 1948 (création de l’État d’Israël), 620 000 de ces 870 000 juifs réfugiés des pays arabes ont été intégrés dans l’État hébreu. D’autres ont été disséminés à travers le monde, forcés de se déraciner, de s’établir dans des pays étrangers, d’abandonner leur langue maternelle (l’arabe). Des familles entières ont été déchirées et éparpillées.
Tous ces Juifs n’ont reçu aucune aide des Nations Unies. Ils ont plutôt été pris en charge par les Juifs vivant en Israël et ailleurs dans le monde. Ils se sont complètement intégrés dans leurs pays d’adoption.
En 1948, dans les pays arabes, il y avait:
63 000 juifs au Yémen
135 000 juifs en Iraq
30 000 juifs en Syrie
5 000 juifs au Liban
85 000 juifs en Égypte
38 000 juifs en Libye
140 000 juifs en Algérie
105 000 juifs en Tunisie
265 000 juifs au Maroc
TOTAL : 870 000 !
Source : Congrès juif canadien, 2002
Aujourd’hui, il n’en reste qu’un total de 5 000, vivant pauvres, opprimés et isolés.
Quant aux réfugiés arabes de Palestine, ils étaient 550 000 en 1948. Certaines sources disent 750 000. Aucuns des 21 pays arabes actuels, dont nombre d’entre eux ont des richesses incalculables grâce au pétrole, n’ont fait l’effort d’intégrer ces réfugiés ! Ils les ont plutôt laissé moisir pendant plus de 50 ans dans des camps. Ils ont entretenu la frustration et le désespoir. Ils ont financé la création d’une culture de haine qui a fait naître les kamikazes d’aujourd’hui.
Mais qu’en est-il des 870 000 réfugiés juifs des pays arabes qui sont maintenant devenus des millions ?
Qu’en est-il de leur droit de retour ?
Où sont les compensations que les pays arabes leur doivent ?
Pourquoi cette injustice ?
Pensez-y…
O Brasil fechou as portas a crianças
judias ameaçadas de ir para campos
de concentração.
A lâmina fria da História expõe a intolerância do governo brasileiro num ofício do embaixador do Brasil na Inglaterra, Moniz de Aragão, datado de janeiro de 1944. Ele transmitia ao ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, um pedido de ajuda feito pelo Comitê Inter-Governamental de Refugiados. O que se queria era asilo para 500 das cerca de 10.000 crianças judias, na maioria húngaras, que estavam na França naquele momento, fugindo da crescente ocupação nazista na Hungria. Eram órfãos de guerra que seriam deportados para a Alemanha caso não lhes fosse dado destino seguro. Aragão, mesmo não tendo simpatia por judeus, apelava para o sentimento humanitário do governo. Desde 1938, vários países estavam se mobilizando para a ajuda aos refugiados, expulsos de seus países pela dominação nazista. A imigração de judeus era regulada no Brasil por diversas circulares secretas, documentos que tinham força de lei, mas cujo acesso era limitado à alta burocracia do governo de Vargas. Com a vigência desses textos, a entrada de judeus no país era um processo lento, que se arrastava às vezes por anos. E a situação exigia pressa. No ofício, Aragão informava que, apesar dos esforços dos Estados Unidos e da Inglaterra, as crianças continuavam sendo “vítimas de toda sorte de privações e atrocidades e que já estariam sendo transportadas como animais para campos de trabalhos forçados na Alemanha e na Polônia, onde a maioria morre por falta de alimentação e excesso de trabalho”.
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